sábado, 9 de abril de 2016

Poesia: O Andarilho.

Todo dia eu caminho.
Caminho, caminho...
Vendo o mundo passar por meus olhos...
Desde a menina pobre na porta de casa,
até o rei em seu trono de ouro
Esse mundo é tão cheio de nuances,
justiças e injustiças,
que nada me impressiona mais...

Certo dia, passava eu à beira do rio,
Havia um coração enterrado em sua margem,
'Deve estar seco', pensei eu,
Será que um dia foi cheio de vida?
Ou sempre foi daquele jeito, distante e frio?
Ah, nada mais importa!!!!
Seu tempo já passou,
e ninguém pensa mais nele...

Meus pés doem...
Meus sapatos já estão furados...
Não tenho mais forças...
E desmorono só de pensar
que ainda nem cheguei a metade de minha jornada
Ela é praticamente infinita...
Mas, quanto é metade do infinito?
Oh, céus, devo estar delirando...

Por que o andarilho anda?
Por que minha jornada é infinita?
Porque ando pela mais rara das coisas
Prometi não parar de andar
Todo dia caminhando
Incessantemente...
Ininterruptamente...
Enquanto não houver a paz mundial...

E você? Quer me parar de ajudar a andar???
Estou exausto...



domingo, 27 de março de 2016

Poesia: Guerra dos Mundos

Olha lá no céu!
Lá vêm os petralhas!
Preparar baterias... fogo!!!
Acertei um vermelho!!!
Ele cai flamejante do firmamento!!!
Vai se chocar no chão!!!
BUM!!!
Menos um barbudinho corrupto!!!

Atenção, companheiros!!!
Baterias antiaéreas coxinhas às 13 horas!!!
Disparar míssil!!!! Fogo!!!!
CABUM!!!!
Alvo atingido!!!!
Ricaços em chamas!!!
Dondocas aos berros!!!
Voou champanhe e caviar para todo o lado!!!

O que tá acontecendo, pai???
Sei lá, filho, acho que é essa tal de política...
E por que eles estão tão nervosos, pai?
Ihh, filho, acho que é por causa de um cara chamado impiximan...
Quem é ele?
Não sei, filho. Olha, pega aquele papelão ali e aquelas latinhas lá...
Tá bom, pai, Quanto a gente já juntou hoje?
Uns cinco reais...

Saudações, minha gente trabalhadora!
Ihh, quem é esse, pai?
Sei lá...
Eu sou o futuro, meus queridos!
Eu sou a alternativa a toda essa briga aí!
Eu vou acabar com a sua fome!
Eu vou te dar emprego!
Eu vou te dar casa, comida e roupa lavada!

Mas, como é que você se chama, moço?
Tá vendo aqueles caras brigando lá?
Tô.
Eu tenho as partes boas dos dois.
O nacionalismo dos coxinhas
E o socialismo dos petralhas
É por isso que eu me chamo:
NACIONAL SOCIALISMO!!!!

domingo, 26 de abril de 2015

No Bar...

No Bar...

Hoje cheguei cedo...
Onze e meia...
Sento na mesa de sempre...
Um dry martini, Joe...
Nada de vinho...
A noite, hoje, é especial...
"The Boys From South" vão tocar...
Faz tempo que eles não aparecem por aqui...

Ah, lá estão os caras!
Big Boy no baixo!
O latino tem só um metro e meio!
Usa o banquinho para tocar o instrumento
que tem quase o dobro de seu tamanho!
Os dedos são calejados
pelas grossas cordas...
O homem nem sente mais dor...

Na batera, está o Sugar...
Mais negro que a noite...
Cheio de ritmo!!!
Parece que ele tem cinco braços
e seis pés...
Nunca vi outro igual!
O monstro de percussão geme com ele
e come na sua mão!

Na guitarra, tá o Angel Snow...
Branquinho como a neve!
Lá de New Orleans!!!
Sons celestiais nas cordas!
Uma carinha de bom moço,
por causa de seus cachinhos louros.
As menininhas suspiram
e ele lança beijos inocentes...

Finalmente, nos vocais,
Daddy Voice!
O homem é poderoso!
Cabelos vermelhos como o fogo!
E a voz mais inflamada do Mississipi!
Vai do agudo ao grave
em fração de segundo!
E ainda é a elegância em pessoa!

Eles tocam de tudo!
De "Night and Day"
a "Old Man River",
passando por "Cheek to Cheek".
Outro dia, tocaram "Continental"!
Os homens sabem tudo!
Sua sincronia é divina!
Deuses musicais!

Eles são os "The Boys From South"...





domingo, 5 de abril de 2015

Obra Numa Manhã De Domingo

Estou no oitavo sono...
Tudo calmo... calmo...
De repente... um barulho ensurdecedor!!!
Ah, maldito caminhão!!!!
Caminhão de cimento!!!!
Motor a mil!!!
Fim do sossego...
Começo da falta de respeito...

Vou ao guarda-roupa
Abro as portas
Procuro, procuro, procuro
Xiii, não está lá...
Ah, já sei!!!!
Está na sala!
Atrás do sofá!!!
Deixa eu ir pegar...

Ah, aqui está você!
Sua danadinha!
Que bom que te limpei ontem!
Vamos lá embaixo, minha queridinha...
É hora de tocar o terror
Descendo pelo elevador
Oi, dona Maricota, tudo bem?
Qualquer dia vamos conversar se foi minha cachorrinha que latiu ou não...

Já na calçada!
Aqui está uma posição muito boa.
Preparar, apontar...
KABUM!!!!!!!
Ah, que alegria!
Caminhão em chamas!!!!
O silêncio está de volta!!!
Agora posso voltar a dormir!!!

O que seria de mim sem a minha bazuquinha????

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Golfinhos na Baía de Guanabara...

Ei, José?
O que foi, Renê?
Olha o pneu!
Ufa, desviei, obrigado!
Caramba, José!
O que é agora, Renê?
São as garrafas pet!
Desviando, upa, upa, ops! Acertei uma!

Até que a água está clarinha hoje, né Renê?
Ô, José, está ótima!
Visibilidade de vinte centímetros à frente!
Pois é! Tem dias que só dando nossos saltinhos para enxergar!
Olha lá, Renê! A barca!
Ops, ops! Cuidado com a marola!
Lá vem ela, Renê!
TCHÁÁÁÁÁÁ!!!!!

Ai, José, que chatice!
Por que você resmunga tanto, Renê?
Estou cansado de nadar nessa baía suja!
Você ainda não se acostumou?
E dá para acostumar, José?
É, Renê, realmente é muito difícil...
Por que nossos parentes da terra firme são tão porcalhões?
Sabe-se lá, Renê... sabe-se lá.

Acho que só a gente ainda nada por aqui, José...
Todos os outros já desistiram, Renê...
E pensar que na época dos nossos tataravós, tudo isso aqui era muito frequentado
Já pensou como devia ser, Renê?
Ah, José, não dá nem para imaginar...
Será que limpam tudo até as Olimpíadas?
E você acredita em milagre, José?
Esquece o que eu falei, Renê... vamos nadar...




sábado, 28 de março de 2015

Desamparo

Desamparo

Dias passam...
Dias passam...
A sensação ruim continua...
O futuro traz problemas amargos...
Preocupações o tempo todo
O medo
A sensação de se cair nm buraco fundo e escuro
Sem ter onde se agarrar...

Responsabilidades aumentam
Será que dá para se arcar?
Rearrumar a vida
para tudo isso suportar...
Mas, agora, qualquer revés
torna-se uma turbulência enorme
E você conduz sua nau
pelas águas das violentas tempestades

Mas, em meio a toda essa tormenta
devo buscar a corda da vela
consertar o mastro quebrado
apontar o barco na direção do vento
e rasgar o negro do céu nublado noturno
como o guerreiro que atira a lança
ao coração do monstro lendário
e, assim, chegar a águas calmas

Mas eu ainda me sinto muito fraco
Muito desamparado
Será que conseguirei?
Como ser forte como uma rocha
se minha alma ainda é mole como seda?
Como manter meu rumo
se meu leme ainda está quebrado?
Perguntas sem respostas

sem respostas...



domingo, 22 de março de 2015

Mãe (à Leony)

Mãe (à Leony)

No início é apenas uma sensação
Tato quente, alimentação
Com o tempo, é uma voz amável
Que te trata de forma afável
Mais tarde, ela chama tua atenção
Para lhe indicar na vida a melhor direção
Nesse momento, você já a vê
E sabe que, com ela, sua vida vai viver

O tempo passa, você cresce
A inocência se desvanece
A intempérie se instaura
Fere agudamente sua alma
E, desta vez, é você quem acolhe
Nesses momentos de dor, não há ninguém quem olhe
Mas você, firme está lá
E ela sabe que em você pode contar

Mas o tempo, esse miserável
Muda tudo de forma implacável
Você cresce, a vida distancia
"Busque novos rumos!", a vida desafia
Você não está mais por perto
E o seu antigo mundo cai num futuro incerto
Espiral descendente
Espiral descendente...

Hoje, as dores não mais existem
Nem os sofrimentos
Exceto para nós, que ainda revivem
Os antigos momentos
Numa tentativa vã de aplacar a dor
E de superar o estado de torpor
Força devemos buscar
Para o difícil futuro poder encarar...

Pelo menos, ficam as lembranças...




segunda-feira, 2 de março de 2015

Poesia - Passando Mal

Passando Mal (29/12/2011)

Primeiro vem o cansaço
Depois, o mal estar
Quando vejo, vou desmaiar
E no sofá, vou deitar

Aí, é melhor ir para a cama
Só me levanto para no banheiro ir me aliviar
Meu corpo dói pra caramba
E estou perto de vomitar

Vem a febre
Vem o frio
Vem a revolta das salmonelas

No dia seguinte, eu acordo
E a bonança depois da tempestade
Meu corpo preparado para outra maldade

domingo, 1 de março de 2015

Poesia - Fim do Mundo!

Fim Do Mundo! (17/12/2012)

Disseram que no próximo fim de semana acaba o mundo!
Palavra dos antigos Maias
Sairão da terra os moribundos
E voarão pelo céu as arraias
Alguns já subiram a serra
Para olhar, lá do alto
O fim do Planeta Terra
E a agonia do incauto

Mas, será que o mundo acaba mesmo?
Sei lá, para mim, já acabou
Morro se comer muito torresmo
Morro se me portar da forma como eu sou
Morro atingido por bala perdida
Morro pela doença inesperada
Vivo cercado pela criatura combalida
Vivo com a minha paciência atacada

Que mundo que nós criamos?
Sentimentos de raiva, sentimentos insanos
Busca desesperada pelo vil metal
Faz a todos passar muito mal
Guerras exterminam a torto e direito
Deixando os mais otimistas sem jeito
Assim não dá, fica impossível!
Transformamos nosso planeta em lugar terrível!

Chego, então, a uma conclusão
Não é sobre o fim do mundo que devemos falar
Mas sim, sobre como recomeçar
E ver onde o sonho virou ilusão
Buscar renovar a esperança
Pois o humano conhece a temperança
Construir uma Terra de futuro e amor
E purgar de vez a maldita dor



(Poema terminado em 31/1/2013, ou seja, os Maias foral mal interpretados...)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Poesia - Ilha das Ilusões Perdidas

Ilha Das Ilusões Perdidas (07/02/2013).

Oh! O que vejo na praia?
Debaixo de coqueiros lilases
Bailarinas rosas, todas meninas, metendo os dedos
Dedos dos pés!
Na areia fofa, a saltitar
Elas são as melhores do mundo!
Todos os êxitos, nenhum fracasso!
E uma multidão a aplaudir

Olho para outro lado
E vejo meninos a jogar bola
Que craques maravilhosos eles são!
Dribladores inveterados!
Passam um, dois, três... e é gol!
Campeões do Mundo!
Taças, títulos e sucessos!
O Universo a seus pés!

Adentro a ilha
A floresta fica densa, escura
Tenho muito medo!
Quando o breu é total
Vejo um pequeno ponto de luz
Me aproximo e acho uma gruta
Cuja luz vem de dentro
Estou com receio, mas entro

Ali, encontro um mundo urbano
Só com adultos...
Um mundo cinza, de gente normal
Fazendo coisas normais
Motoristas, porteiros, professores
Bancários, farmacêuticos, médicos
Engenheiros, comerciantes, faxineiros
Todos com semblantes sisudos

Só aí é que me dei conta
Eles deram as costas para o mar
Abandonaram a infância
Voltaram-se para o real
Assumiram suas responsabilidades
Amadureceram e endureceram
Esqueceram os seus sonhos
E perderam as suas ilusões.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Poesia - O Tempo Não Passa

O Tempo Não Passa (23/11/2012)

O moribundo poeta dizia
“O tempo não para”
Ah, mas não é só isso!
O tempo, também, não passa!
Principalmente se estamos mergulhados
em profunda agonia
Aí, cada segundo é uma eternidade
E a alegria é a falsidade

Ah, relógio! Teus ponteiros se arrastam
Maldita inércia temporal!
Tudo fica lento, muito lento...
Enquanto você trabalha...
A morosidade é o rebento
do sujeito que rala e ralha
Socorro! Acelera o ponteiro!
Assim, nunca acabarei inteiro!

Na praça, a babá socorre o neném
Fraldas sujas e mamadeiras também
O chocalho oscila rápido
Mas o mostrador digital é estático
Temperatura alta, tempo mole
O calor derrete a velocidade
Parece até maldade
Mas não vejo o futuro da cidade

Ah, mas o tempo só correrá
se o prazer chegar
Aí, o tempo sumiu!
Ninguém sabe, ninguém viu!
“Vida louca, vida breve”, assim dizia o poeta
Daí surge a dúvida:
Vivo pouco, mas bem
Ou vivo muito, mas mal???

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Poesia - Chuva de Estrelas

Chuva De Estrelas (23/11/2012)
Olha lá no céu!
O que é aquilo?
São as estrelas caindo?
O mundo se acaba?
O Universo se esgarça?
Que lindo é tal espetáculo!
A retratar tragédia tão violenta!
Que ceifa a vida em tormenta!

Lá vêm as supergigantes azuis!
Luz que cega, queima!
Luz que desintegra...
Meu corpo já não vive...
Mas tamanho espetáculo supera as fronteiras da morte
Ainda vejo a queda dos astros
Gigantes vermelhas, frias
Dão um tom rúbeo ao firmamento

Aí, aparecem as anãs brancas
Corpos frios, densos, brasas espaciais
Que se apagam em anãs marrons
Logo após, estrelas de nêutrons
Ah, suas degeneradas!
Algumas são tão exibidas, mas tão exibidas
Que giram magneticamente, giram, giram!
Tresloucados pulsares!

Por fim, o estágio final
Violentas fontes de raios-X
E nada para ver...
Mas eles estão lá, com certeza!
Tudo atraem, até a luz!
Dilaceram e devoram a tessitura do Universo!
São os enviados do apocalipse!

São os buracos negros!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Poesia - Redução de Amplitudes

Redução De Amplitudes (23/11/2012)

Quão altas estão minhas amplitudes!
Quantas vicissitudes!
Oscilo entre o triste e o muito triste
Felicidade não bota dedo em riste!
Dívidas, problemas, preocupações!
Desânimos e falta de emoções!
Estou cansado de tudo isso!
Procuro buscar em vida novo compromisso!

Quero um foco certeiro
Um objetivo maneiro
Estabilizar as tristezas
Não mais temer as incertezas
Se mexer e ver o que vai dar
E, na felicidade, ainda acreditar
Libertar-me da maldita rotina
Assim como a presa foge da rapina

Vamos apagar as mágoas do passado!
Vamos nos libertar do ranço desmesurado!
Chega de dor!
Chega desse maldito torpor!
Quero viver, quero respirar!
Quero voltar a amar!
Amar sem medo da decepção!
Sem cair de cabeça na frustração!

Daí é necessário o equilíbrio
Nem feliz demais, nem triste demais
Assim, evito meu martírio
E não me atormento com tormentas banais
Redução das amplitudes, penso eu
Pois meu sofrimento ninguém mereceu
Só assim, da letargia irei sair
E ressuscitarei para todo o meu porvir...

Poesia - Infernos Azuis

Infernos Azuis (06/11/2012)
Vem chegando a tempestade
Manto negro sem caridade
Encobre o céu formoso
Com a repugnância do leproso
Primeiro, a leve brisa
Que vem como quem avisa
A tormenta só irá mais crescer
E, sem piedade, tudo vai varrer

Vento vem violento
A fúria é o seu elemento
Raios sonoros de brilhos
Trovões de cores azuis sobre milhos
A lavoura testemunha a tragédia
Destruída ela é, sem média
O negro desaba em água
Da moça indefesa, nem sobra anágua

O céu abre, chega a bonança
Agora impera a temperança
Firmamento se torna azul claro
O arco-íris descreve seu aro
O silêncio impera no vale
Nenhuma voz, não há quem fale
Essa é a outra face da natureza
Que faz da calma sua ode a beleza

Estranha sina, a da azul cor
Num momento, ela traz dor
Na brutalidade de raios e trovões
Que destroem vidas e corações
Noutro momento, ela traz alegria sem par
Estampada em céu e mar
É o azul, a cor da vida
Em altos e baixos, passa destemida

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Poesia - Tudo se Acaba

Tudo Se Acaba (03/12/2012)
Tudo se acaba
Tudo se lava
Tudo se resvala
Nada mais fica
Nada mais sobra
Nada mais cola
Acabou-se a esperança
Não vejo mais temperança

Mergulho em brumas de trevas
Não vejo nada a minha volta
Estou sozinho num mundo de escuridão
A tristeza é a minha única compreensão
Um vulto surge no negro veludo
É um cavalo alado, igualmente escuro
Fantasma maldito vem me assombrar
Fruto de minha própria cabeça, a atormentar

Malogrado é o homem que cria insanamente
Seus próprios demônios, habitantes da mente
O Pégaso enegrecido por mim sobrevoa
Mas, eis que surge uma luz que destoa
É um Pégaso branco, trazendo a esperança
Meu coração se enche de alegria!
Mas, ao olhar a sua face, rápido eu ajo
E enterro a lança da mágoa em seu coração num ato

O ser alado, ferido, expele sangue negro
Volto-me para o Pégaso das trevas
Também o atinjo no órgão vital
Este elimina um sangue branco
Os dois nobres seres a minha frente agonizam
Eles possuem a mesma face!
Um misto de ódio e melancolia
Cuspindo um último suspiro de amargura...

Percebo, então, o significado daqueles seres
Eles são as duas partes de meu eu
Eles são Yang e Yin, um completa o outro
Meu lado bom e meu lado mau, o positivo e o negativo
Ligados pelo cimento da desilusão
Expresso em suas iguais faces
Minha alegria é contaminada pela tristeza
E minha maior alegria é ser triste.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Espaço para a poesia...

Olá a todos. Como este espaço tem ficado meio parado, decidi incrementá-lo com as minhas poesias. Tenho uma produção que comporta cerca de duzentas poesias. Algumas delas já foram publicadas nos primórdios do Yoshiwara´s World. Volto aqui a publicar minhas poesias, agora no Ateliê Lohse. Mas isso não significa que abandonei a fotografia e minhas pinturas, desenhos e colagens. Em breve, eles retornarão. Por ora, retornemos com as poesias...

Esperança (04/12/2012)
Ei você!
Você mesmo!
Que está acabrunhado, agoniado...
Que não vê o futuro no horizonte...
Que desistiu da vida...
Que não tem mais amor...
Que acha sua existência insignificante...
Que não tem mais alegrias...

Saia daí! Levante-se! A vida o espera!
Se não dá para ir de um lado,
vá por outro!
Busque novos caminhos!
Novas pessoas!
Novas perspectivas!
Você não tem o direito de se magoar!
Muitos já fazem isso com você!

A vida corre em suas veias.
Então, ainda dá para mudar!
Você errou, e não te perdoaram?
Primeiro se perdoe, então!
E busque alguém mais compreensível!
Todos são carentes no mundo!
Todos precisam de alguém!
Inicie sua busca já!

As pessoas têm qualidades e defeitos.
Desfrute as qualidades!
Esqueça os defeitos!
Olhe o melhor de cada um!
Olhe o melhor de si mesmo!
Torne a vida dos outros mais feliz...
Dê felicidade, busque felicidade...
Quem não aceitar a tua, azar...

Você tem tudo para ser feliz, meu amigo...
É só olhar o mundo de outro jeito...
Assim, as adversidades não te abaterão...
Divirta-se! Ame! Mesmo que você não seja amado...
Alguns, com certeza, gostarão de você...
Ria, traga alegria às pessoas...
E elas não te abandonarão...
Para finalizar essas linhas, só lembro:

“Só se leva dessa vida, a vida que se leva”.

sábado, 25 de janeiro de 2014